#ZPDailyReview: Radkey – Green Room

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Todo dia um review rápido, uma indicação do que ouvir e o caminho das pedras:

Radkey – Green Room (2020)

Os irmãos Dee, Isaiah e Solomon Radke formam uma das bandas punk mais interessantes dos últimos anos. Power trio de canções simples e refrões ótimos, o grupo chama a atenção de quem está mais antenado no underground americano desde meados de 2013. O conjunto chegou agora a seu quarto disco, lançado de forma independente e com ajuda de uma campanha de crowdfunding.

Em “Green Room” o Radkey apresenta uma coleção de canções mais pop do que a maioria do seu trabalho. No caso, quando falamos em pop, falamos de melodias e harmonias que fazem referência a coisas boas. “Bend”, terceira faixa do cd por exemplo, nos remete às grandes baladas dos Ramones do final dos anos 1970/começo dos ’80, com direito a piano e tudo. Aliás, os Ramones talvez sejam uma das melhores referências para o que o Radkey faz hoje, mas longe de ser uma banda bubble-gum, tem mais a ver com a forma de se pensar melodias e encaixar as coisas em canções simples. 

Em trabalho anteriores o Misfits era um nome que também era citado para ajudar a referenciar o Radkey. Essa influência também continua presente, apesar de menos evidente. Experimente “Roshambo”, ou mesmo o single principal do álbum, “Seize” – tudo com um molho pop bem próprio, claro.

Entendo que essa lapidada no som, essa busca pelo pop, seja algo natural. O Radkey começou com seus integrantes muito novos, cheios de energia, e natural que maturando estejam buscando outras formas de pensar sua música. Apesar de tudo, continuam divertidos, bons mesmo, daquelas bandas que não fazem sentido não serem mais cultuadas.

Se este for seu primeiro contato com a banda, sugiro ainda que busque os primeiros álbuns e eps, lançamentos cheios de pérolas punk com o frescor que só uma banda jovem tem.