#ZPDailyReview: New Model Army – Carnival (Redux)

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Todo dia um review rápido, uma indicação do que ouvir e o caminho das pedras:

New Model Army – Carnival (Redux) (2020)

Os anos 2000 foram uma época esquisita para o New Model Army. Depois da explosão do grupo na virada dos anos 1980 para 1990, a banda se viu em transição na década seguinte, inclusive perdendo o baterista Robert Heaton e se arriscando com novos produtores, como foi o caso de Chris Tsangarides, que ficou responsável por pegar um projeto grande, o disco “Carnival” (2005), que viria a ser o sucessor de “Eight” (2000), um álbum feito meio às pressas, sem muita produção envolvida.
Se o lançamento anterior era uma reunião de demos basicamente, o cd em pauta já era um trabalho mais complexo, com muita gente da banda participando do processo de composição e muitas ideias na mesa. Segundo Justin Sullivan, vocalista e líder do grupo, no final das contas “Carnival foi o único álbum em que a gravação, mixagem e masterização não trouxe o resultado perto do que era pretendido originalmente“. Com isso, neste 2020 onde a banda comemora aniversário de 40 anos e teve parte de seus planos abortados, este álbum está sendo relançado e ‘reimaginado’. Em pesquisas para um relançamento, o conjunto encontrou quatro faixas inéditas que ficaram de fora do álbum original e através dos arquivos originais destas faixas, remontou o repertório, com nova tracklisting e deixando a nova mixagem nas mãos de Lee Smith, co-produtor e mixer dos lps mais recentes do conjunto, incluindo “From Here” do ano passado.
De forma prática, além das faixas inéditas, algumas canções ficaram realmente diferentes das versões registradas em 2005 – mais pesadas, com dinâmicas melhores dentro de um todo. Já outras tiveram poucas mudanças, coisa perceptível apenas numa audição mais cuidadosa. Ao falarmos sobre composição, o conteúdo de “Carnival” é o NMA em sua melhor forma, com canções de forte cunho político e social, registradas em bons refrões e um instrumental bem pensado, cheio de variações.
Com tudo isso vale a redescoberta de um álbum pouco ouvido da discografia da banda – principalmente aqui no Brasil, já que ele não ganhou versão nacional.
“Carnival (Redux)” chegou nas redes digitais, além de receber edições (gringas) em cd digipack com livreto e em vinil duplo gatefold.