#ZPDailyReview: Killer Be Killed – Reluctant Hero

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Todo dia um review rápido, uma indicação do que ouvir e o caminho das pedras:

Killer Be Killed – Reluctant Hero (2020)

O novo trabalho do projeto Killer Be Killed, formado por Max Cavalera (Soulfly, Cavalera Conspiracy) – guitarra e vocal; Greg Puciato (The Dillinger Escape Plan) – guitarra e vocal; Troy Sanders (Mastodon) – baixo e vocal; e Ben Koller (Converge) – bateria, vem com uma unidade muito maior do que no álbum auto-intitulado de 2014. Aqui as canções (e as partes dentro das mesmas) se conversam muito mais, são inclusive mais palatáveis que as do primeiro disco, com bastante vocais melódicos e ótimos refrões. É claro, o trabalho é agressivo – papel que cabe principalmente a Max Cavalera – seja nos guturais ou nos riffs brutos de guitarra e Ben Koller – a bateria pesa toneladas; mas dá pra afirmar que é um disco que desce bem desde a primeira audição.
O jogo de vocais – melódico, energético e gutural – é justamente uma das coisas mais legais do grupo, abrindo possibilidades para diferentes climas e pontos de virada. Essa diferença entre os três nomes da linha de frente também fica clara no instrumental, dá pra sacar bem quem é responsável por qual parte de cada música.
O que poderia ser uma colcha de retalhos se transforma em música inteligente, que sai do óbvio, mas que também não tem vergonha de usar e abusar de muitos clichês do metal contemporâneo.
“Reluctant Hero” não é revolucionário, e o rótulo de ‘supergrupo’ sempre coloca expectativas demais em cima das coisas. No final das contas é o que deveria ser, o encontro criativo de amigos que sempre versaram pelo som pesado sem fronteiras ou amarras.
Lançado em CD, LP, K7 e no digital.