Alvaro Dutra grava sua versão de “Não Termina Assim”, canção lançada pelo Dead Fish

Foto por Bianca Martim

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Após dois EPs com três faixas cada, e da sua “música de quarentena” intitulada ‘Procrastinador’, Alvaro Dutra apresenta sua adaptação para o violão e voz de “Não Termina Assim”, uma das faixas que ajudou a escrever para o álbum Ponto Cego da banda Dead Fish. 

Buscando se afastar o máximo possível da versão hardcore original, Alvaro buscou diferentes influências, entre elas, as belas canções de protesto (daquelas para cantar junto) da banda Cólera, os grunhidos guturais de um guerreiro se preparando para a batalha da banda The HU e o clima de faroeste imaginado por Ennio Morricone.

Buscando se aproximar o máximo possível da arte original, a capa foi recriada em casa, numa foto amadora, feita no celular, usando materiais reais.

O resultado é uma surpresa. Boa ou ruim? Depende do ouvinte. O fato é que a letra permanece relevante e ecoa alto em um momento oportuno. 

Quem é Alvaro Dutra?

Nos últimos 20 e poucos anos, Alvaro comandou as guitarras e vocais de diversas bandas, compôs para vários grupos, entre eles Dead Fish, produziu diversos álbuns de rock alternativo, organizou incontáveis shows e esteve à frente da gravadora independente Protons, que marcou época na cena roqueira brasiliense. Em 2020, o artista trocou a capital federal onde cresceu, tranquila até demais, pela caótica metrópole de São Paulo. Em clima de recomeço, estreou nas plataformas digitais seu projeto solo. Apesar dos pés fincados no punk, o novo projeto tem outras referências musicais mais predominantes, principalmente folk, country, rock clássico e BRock. Alvaro cita como inspiração Kimya Dawson, Frank Turner e Bruce Springsteen, entre outros. Também é possível ouvir influências de Bob Dylan e Renato Russo, além do storytelling de escritores beatnik.

Sempre gostei de compor, gravar, trabalhar nos arranjos e ver a música chegar onde pode chegar. Demorei para tomar coragem para tocar esse projeto que pode ser ao mesmo tempo despretensioso e altamente gratificante“, confessa Alvaro