#ZPDailyReview: Blues Pills – Holy Moly!

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Todo dia um review rápido, uma indicação do que ouvir e o caminho das pedras:

Blues Pills – Holy Moly! (2020)

Desde sua estreia em 2014, este grupo sueco era um nome para se ficar de olho. Operando em instâncias retrô, invocando um tanto de stoner rock 70’s e um punhado de bicho-grilismo 60’s, o conjunto liderado pela vocalista Elin Larsson vinha fazendo barulho entre os mais antenados. Após uma troca de formação e quatro anos de espera, o conjunto chega enfim a seu terceiro disco – seguramente seu melhor trabalho até o momento.
Sem sair do espírito retrô, o grupo atualizou seus timbres, sua qualidade de gravação, e entrega aqui um disco de rock daqueles que pouco se faz hoje em dia. Larsson canta acima da média – dá pra afirmar que está entre as melhores da atualidade em todo o rock, e a banda não fica atrás, tanto nos sons acelerados quanto nas canções com tons de blues, tudo temperado com bastante guitarra e uma pegada monstruosa.
“Proud Woman” abre o disco mostrando justamente essa pegada, num rock que fala sobre equalidade de gênero e invoca o que de melhor foi feito na música circa 1969. Só este single já justificaria a força de “Holy Moly!”, mas tem muito mais pela frente. Entre rocks, blues, riffs e baladas de arrepiar, o Blues Pills constrói seu masterpiece e se coloca ao lado do Lucifer como as bandas retrô mais legais da atualidade. Johanna Sadonis e Elin Larsson sabem de tudo e 2020 foi o ano de entregarem seu melhor. Sorte nossa.
Lançado em CD – inclusive no Brasil, via Shinigami Records, LP e digital.