#ZPDailyReview: The Pretenders – Hate For Sale

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Todo dia um review rápido, uma indicação do que ouvir e o caminho das pedras:

The Pretenders – Hate For Sale (2020)

Chrissie Hynde mantém seu Pretenders em atividade há 40 anos e chegou este ano a seu décimo primeiro álbum.
Transitando por diferentes estilos – já gravaram grandes baladas, muito power-pop, flertes com o reggae, com o punk rock, foram destaque na new wave etc – ao menos uma coisa nunca mudou no quarteto, a qualidade das composições de Hynde.
Aqui ela segue essa fórmula plural em um disco enxuto de apenas 30 minutos, mas que diz a que veio em 10 ótimas canções. Abrindo com a pegada apunkalhada de “Hate For Sale” e a energia lá em cima, o grupo logo mostra aquela versatilidade supracitada, primeiro com a power-ballad e single principal do álbum, “The Buzz” e o reggae “The Lightning Man” fechando a trinca de abertura do trabalho.
Sejam nos momentos mais agitados, ou mesmo nos mais calmos, a voz de Hynde se destaca, e seu timbre tão peculiar faz com que muitas das canções soem familiares logo nas primeiras audições. É acolhedora, uma voz pop que a gente já conhece bem.
Hynde, além de excelente vocalista, também toca guitarra muito bem, e nesse disco divide a função das seis cordas e todas as composições com o guitarrista James Walbourne, figura carimbada do cenário londrino com passagem pelo The Pogues.
Muita gente aqui no Brasil deve relacionar o Pretenders ao hit noventista “Ill Stand By You” – que foi trilha de novela global e tudo; ou mesmo ao disco “Learning To Crawl” de 1984 que teve alta rotação nas ‘rádios rock’ na época . Para estes, além de indicar a audição deste novo álbum, deixo a dica que procurem os álbuns de 1980 e 1981 do grupo, discos que dão uma dimensão da importância e solidez do trabalho de Hynde e seus asseclas.
Lançado em LP, CD e digital.