#ZPDailyReview: Nothing – The Great Dismal

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Todo dia um review rápido, uma indicação do que ouvir e o caminho das pedras:

Nothing – The Great Dismal (2020)

Quinto disco do Nothing, grupo que faz parte desta (nem mais tão) nova onda de bandas de rock alternativo que resgata o noise de guitarras do começo dos anos 1990.
Domenic Palermo, vocalista e principal cabeça por trás do Nothing, mostra muita influência de nomes como My Bloody Valentine e da primeira fase dos Smashing Pumpkins em suas composições. Não para por ai, etiquetas como Spiritualized e Sonic Youth também podem caber na receita, que se não é nada nova, é muito simpática em tempos onde o rock alternativo, de alternativo mesmo, anda tendo muito pouco.
Depois da abertura melancólica com a minimalista e acústica “A Fabricated Life” – com harpas e tudo, o álbum cai em um abismo de distorções e sujeira, que por vezes até enterram as belas melodias – ecos shoegaze que sobrevoam a maior parte das músicas do cd.
Palermo versa sobre existencialismo e pisa fundo no overdrive na maior parte do tempo, com riffs que deixariam Billy Corgan orgulhoso, como em “Famine Asylum” ou “Just A Story”. Em outros momentos, abre mão do peso e deixa o clima etéreo e espacial dominar o ambiente, como em “Bernie Sanders”. Em ambos se sai muito bem, mostrando que estudou bem a matéria e aplica os fundamentos a seu modo, com sabedoria e bom gosto.
“The Great Dismal” é o disco mais completo e melhor finalizado do Nothing, seu masterpiece até agora. Palermo é talentoso e disco a disco dá um passo a frente, deixando seu som cada vez maior e melhor. Uma banda em seu melhor momento – por enquanto.
Lançado em CD, LP e digital.