#ZPDailyReview: The Vibrators – French Lessons With Correction!

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Todo dia um review rápido, uma indicação do que ouvir e o caminho das pedras:

The Vibrators – French Lessons With Correction! (2020)

Mil novecentos e noventa e sete. Não é a música do Hateen, mas sim o ano em que alguns dos discos de punk rock mais bem sucedidos dos anos 1990 foram lançados: “So Long And Thanks For All The Shoes” do NOFX, “Nimrod.” do Green Day, “Ixnay On The Hombre” do Offspring, “American Psycho” do Misfits e tantos outros. E foi em ’97 também que saiu “French Lessons With Correction!” do The Vibrators, via Anagram Records. Um bom disco que passou batido e estava fora de catálogo até agora.
Remasterizado por Alan Douches (Mastodon, Misfits, etc…) e com uma faixa bônus – “Destroy”, que fez parte das sessões de gravação originais – o álbum volta às prateleiras via Deko Music em CD e digital.
Pra quem não ouviu o disco na época, agora é a chance de recuperar um belo registro da formação Knox (v/g), Eddie (bat) e Nick Peckham (b), com canções que fazem justiça a longa discografia da banda.
A maior parte de “French Lessons…” é punk rock, daquela escola 77 inglesa, com algumas faixas que naturalmente se destacam como “Cycle Of Violence”, “Juice On” (canção quase bluesly que ficou famosa por aqui por figurar no disco “Unpunked” lançado em 2001 no mercado brasileiro pela Ataque Frontal), “Judy’s Killing Herself” (que faz referência a mesma personagem do clássico “Judy Says”) e “I Hate Blind Date”. Mas claro, por se tratar de Vibrators cujo maior hit é uma power-ballad (“Baby, Baby”), elas também dão as caras nesta tracklist: “Cold Cold Cold” e “The Evil That Men Do” fazem este papel.
É claro, “French…” não é comparável aos clássicos dos anos 70, mas é um disco honesto na carreira do grupo, melhor do que alguns lançados anterior e posteriormente. Knox na linha de frente é sempre um diferencial que deve ser considerado. Vale a audição e a redescoberta.