#ZPDailyReview: Touché Amoré – Lament

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Todo dia um review rápido, uma indicação do que ouvir e o caminho das pedras:

Touché Amoré – Lament (2020)

Por Fábio Banin: O clipe de “Reminders” (onde músicos diversos aparecem com seus pets) nos deu a idéia de que Lament, apesar do nome, seria um disco mais alegre que seu antecessor, o que convenhamos não seria algo tão difícil visto que todas as canções do Stage Four tratam de luto. Junto dos singles anteriores (“Limelight” e “Deflector”) formam uma idéia geral das 11 músicas que compõem o álbum: ele é realmente mais alegre, ou positivo, que o anterior mas possui letras tão ou mais profundas e complexas, bem como as próprias melodias. Soa diferente do que a banda havia feito até então, com menos distorção, mais efeitos de guitarra -em alguns casos até com uma sonoridade country- e até eventuais teclados, ao mesmo tempo que se encaixa perfeitamente na discografia do grupo. É diferente porém familiar, até porque a voz do Jeremy Bolm é inconfundível e segue ditando o ritmo com suas poesias musicadas – e não me refiro somente as faixas “A forecast” e “A Broadcast” que são realmente poesias. Um disco que agrada fãs (“Savoring” é a minha favorita e pincela um pouco de tudo que me apaixona na banda) mas também está pronto para arrematar novos ouvintes, uma evolução natural porém não óbvia e sem tirar os pés (pelo menos um deles) da “nova nova escola” do hardcore.
Lançado em LP, CD e digital, inclusive Bandcamp.