#ZPDailyReview: The Damned – The Rockfield Files

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Todo dia um review rápido, uma indicação do que ouvir e o caminho das pedras:

The Damned – The Rockfield Files (2020)

Em 1980/1981, o The Damned foi para Rockfield – cidade do sudeste do Pais de Gales onde há um estúdio de mesmo nome – para uma série de sessões que acabaram se tornando os discos “The Black Album”, “The Friday 13th EP” e o “Strawberries”. Ano passado o grupo voltou até este estúdio para registrar novas músicas, inclusive com uma formação que conta com três dos quatro membros que estavam nas sessões originais – David Vanian, Captain Sensible e Paul Gray. O resultado desta nova sessão é este novo EP contendo quatro faixas.
“Keep ‘em Alive” é o que o Damned tem de melhor, nos remetendo diretamente aos anos de ouro do grupo, inclusive aos discos citados acima. O teclado de Monty Oxymoron é quem dá todo o diferencial por aqui, acompanhando aqueles timbres clássicos de Captain Sensible. “Manipulator” e “The Spider & The Fly”, não fariam feio na tracklist do “Machine Gun Etiquette”, por exemplo. Também carregam o DNA da fase mais popular do conjunto. E por fim, “Black Is The Night” que já fora lançada como single ano passado, aqui reaparece em versão extentida – alguns segundos a mais – mas igualmente soturna.
Muitas bandas da primeira safra do punk seguem lançando discos, muitos deles longe do brilhantismo de seus masterpieces. Este não é o caso do Damned. “The Rockfield Files” é um EP bem produzido –  por Tom Dalgety (Royal Blood, Rammstein, Ghost), um trabalho de ótimas composições, com aquela identidade e assinatura únicos do grupo. Não é um item menor em sua discografia, fica bonito na estante ao lado de tantos clássicos supracitados aqui.
Lançado em LP e em digital.