#ZPDailyReview: METZ – Atlas Vending

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Todo dia um review rápido, uma indicação do que ouvir e o caminho das pedras:

METZ – Atlas Vending (2020)

Conheci o METZ em 2014, vendo-os ao vivo, defendendo então seu primeiro disco auto-intitulado lançado pela Sub Pop Records. As comparações com o Nirvana eram inevitáveis – eles também eram um trio, barulhentos pra caramba, sendo lançados como aposta pelo mesmo selo onde o trio de Cobain estreou. Passada a novidade, o conjunto canadense segue versando pelo rock barulhento de poucas concessões e chega a seu quarto trabalho.
Longe de terem a doçura pop que o Nirvana sabia muito bem empregar em suas canções, os canadenses a preferem boas camadas de dissonância em suas músicas. Mas engana-se quem pensa que o resultado é indigesto, pelo contrário, acaba sendo instigante, um diferencial em meio ao noise de ares grunge.
A seu modo o METZ também sabe ser acessível, é só conferir “No Ceiling” por exemplo, um minuto e meio de som que gruda logo na primeira audição, coisa que a banda não havia conseguido com faixas anteriores. “Atlas Vending” inclusive tem muito disso: o grupo arriscando um pouco mais, tentando caminhar por outras estruturas musicais, mas jamais abaixando o volume do overdrive. É rock barulhento mesmo, daquele tipo que tanta gente tem medo de fazer em tempos atuais. Ouça “Parasite” bem alto e vai sentir o que estou pontuando.
Falando sobre diversos temas interessantes, por fim a banda entrega 10 faixas em 40 minutos de música orgânica e poderosa. Sem copiar ninguém, nem reinventando a roda, apenas tocando com a fúria e o volume que o bom rock pede.
Lançado em LP, CD, K7 e digital, inclusive no Bandcamp.