#ZPDailyReview: Idles – Ultra Mono

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Todo dia um review rápido, uma indicação do que ouvir e o caminho das pedras:

Idles – Ultra Mono (2020)

“Ultra Mono” é o terceiro disco do Idles, banda queridinha do atual cenário punk/indie inglês. Seu disco de 2018, “Joy as an Act of Resistance” colocou a banda no mapa, o que deu a eles a oportunidade de excursionar pelo globo, inclusive quase tocando no Brasil dentro do Lollapalooza 2020 que foi adiado e posteriormente teve suas atrações canceladas.
Apesar de carregar a label de ‘next big thing do punk inglês’, a sonoridade do conjunto não tem quase nada do estilo original de 77 ou mesmo da famosa safra UK de 82, trafegando muito mais pelas dissonâncias do post-punk de nomes como Gang Of Four, ou mesmo dos americanos do Talking Heads, por exemplo. Já em seu conteúdo, o Idles força a caneta, versando sobre temas universais, mas especialmente populares em 2020 como racismo, xenofobia e masculinidade tóxica, tudo sob a ótica de seu frontman e cabeça, Joe Talbot.
Sem se esforçar para soar mais acessível, o grupo tenta se reinventar inclusive dentro de sua própria fórmula. Se não soa tão fresco como no disco anterior, ao menos entende-se que o conjunto está buscando movimento, o que ainda pode nos levar a um masterpiece cedo ou tarde.
“Reigns” é a canção mais redonda do álbum, e a primeira que chama atenção fora os singles – “Grounds” e “Mr. Motivator”. “Danke”, que fecha o cd, é um tributo ao falecido Daniel Johnston e é também uma das canções que se destacam, principalmente pela letra, já que a batida é bem parecida com a que permeia todo o disco.
“Ultra Mono” saiu em CD, LP e digital.