#ZPDailyReview: Thurston Moore – By the Fire

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Todo dia um review rápido, uma indicação do que ouvir e o caminho das pedras:

Thurston Moore – By the Fire (2020)

A semelhança de timbres e palhetadas entre o começo de “Hashish” – primeira faixa deste disco, e “Sunday” – clássico do Sonic Youth, não deixa dúvidas: aqui temos Moore fazendo o que sabe fazer de melhor.
Acompanhado por Deb Googe (My Bloody Valentine) no baixo, Jon Leidecker (Negativland) nas programações, James Sedwards na outra guitarra, e alternando na bateria, Jem Doulton e seu parceiro de Sonic Youth, Steve Shelley; Moore construiu talvez seu melhor disco solo.
Com canções longas, muitas com mais de 10 minutos de duração, o músico passeia por todos os caminhos que transformaram sua antiga banda no gigante que foi. O clima de ‘morde-assopra’ permeia as canções, com diferentes dinâmicas instrumentais em uma mesma música, entregando noises e riffs, junto a climas mais intimistas/atmosféricos que dividem o protagonismo. Aliás, falando em protagonista, sem dúvida a guitarra é o principal elemento do álbum, com progressões, dedilhados, distorções e ritmos diversos. Uma aula em seis cordas.
Moore canta na maioria das faixas, mas onde não há vozes dá pra sentir um clima psicodélico no ar, com algumas repetições instrumentais, frases musicais hipnóticas, como na primeira parte de “Siren”, por exemplo.
Longe de ser um disco fácil, mas bem próximo do que o SY versava artisticamente, “By The Fire” registra o quanto de poder criativo a produção de Moore ainda opera.
Lançado em CD, K7, LP duplo e nas plataformas digitais.