#ZPDailyReview: Deftones – Ohms

Gosta do trabalho do ZonaPunk?
Então se torne um apoiador e ajude-nos a manter o site ativo: https://apoia.se/zonapunk

Todo dia um review rápido, uma indicação do que ouvir e o caminho das pedras:

Deftones – Ohms (2020)

Com Terry Date de volta à produção – ele foi o produtor dos quatro primeiros discos da banda – o Deftones também retornou à suas raízes.
Se nos últimos álbums o conjunto passeou com muita propriedade por uma sonoridade mais atmosférica, em “Ohms” eles retomam o que fazem de melhor: música pesada, arrastada, tingida por tons de melancolia.
“Genesis”, canção que abre o álbum, logo no remete ao hit “My Own Summer (Shove it)” de 1997. O refrão “Balance! Balance! Balance!” faz ligação direta ao “Shove it! Shove it! Shove it!” de outrora. E esta é só uma das referências que fazem essa conexão com o Deftones do ínicio.
É claro, a banda não está tentando fazer o que já foi feito. Olha pra frente também, e um pouco dos synths e climas de “Gore” (2016) também dão as caras, mas o que predomina é aquele esquema “morde-assopra” da fase “White Pony”.
Riffs pesadíssimos e momentos mais alternativos e introspectivos se alternam ou mesmo se misturam, como em “Urantia”, canção que caberia em um dos discos mais pesados do Smashing Pumpkins, por exemplo. Outra faixa que salta aos ouvidos numa primeira audição é “The Spell Of Mathematics”, que tem um teclado a lá Gary Numan acompanhado de muita gritaria e momentos atmosféricos.
De tamanho certo – 10 faixas em 46 minutos – o disco enxugou os excessos de outrora e entrega um Deftones formatado para fãs de todas as suas fases, até mesmo o ouvinte ocasional.
Não acho exagero dizer que o grupo de Chino Moreno poderá viver seu melhor momento da carreira no próximo ano. As faixas de “Ohms” ao vivo farão um set poderoso ao lado de seus clássicos mais populares. Vitrine para provar isso eles tem, já que estão escalados para os principais festivais europeus de 2021.
“Ohms” foi lançado em LP, cd e está em todas as plataformas digitais.