#ZPDailyReview: V/A – The House That Bradley Built

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Todo dia um review rápido, uma indicação do que ouvir e o caminho das pedras:

V/A – The House That Bradley Built (2020)

Lançado sem muito alarde ou repercussão, esta coletânea é uma iniciativa da Law Records com a ONG The Nowell Family Foundation, reunindo mais de 20 artistas fazendo covers acústicas de faixas do catálogo de Bradley Nowell – vocalista do Sublime falecido em maio de 1996 por overdose de heroína. A ideia do disco é levantar renda para ajudar a ong criada pelos familiares de Nowell, que acolhe outros viciados em opioides na Bradley’s House, um pequeno centro de reabilitação voltado a quem sofre deste mal.
No álbum, artistas que influenciaram e foram influenciados pela salada musical do Sublime desligam-se das tomadas e criam sem medo. O Descendents por exemplo fez um cover de si próprio de “Hope” (que foi gravada pelo Sublime no disco “40 Oz. To Freedom”) em versão no ukulele, já Jim Lindberg do Pennywise também sai do lugar comum, cantando a reggay “Boss DJ” do disco “Robbin’ The Hood”.
Trevor Young do SOJA ficou com o clássico “Santeria”, e nomes bacanas do cenário contemporâneo do ska também dão as caras, como o Mad Caddies e o The Skints em versões bem honestas.
Além de obviamente a causa ser nobre, “The House That Badley Built” é uma coletânea gostosa de curtir, mistura ska, reggae e rock em canções que cabem perfeitamente em fins de tarde ensolarados à beira da praia. Ou seja, é a cara do Sublime.