D.O.A. – Lenda do punk rock canadense lança novo álbum, “Treason”

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Segue o release oficial: Se um ator ou apresentador de reality show pode se tornar presidente e causar estragos em todo o mundo, é dever dos músicos do mundo inteiro reagir em defesa das pessoas comuns, e certamente a banda canadense D.O.A. merece sua atenção nesse conflito.
Combate! As lendas do punk rock D.O.A. decidiram mais uma vez ir pra cima. E é por isso que estamos aqui pra anunciar o novo novo álbum “Treason”!


Joey Shithead Keithley, padrinho do Punk do Canadá, se cansou das notícias desanimadoras que saem nas capitais mundiais como Washington, Moscou, Brasília, Pequim, Teerã, Pyongyang etc., e decidiu apresentar a reação musical do D.O.A. a essa porcaria, se opondo à corrupção, à guerra, ao racismo, ao sexismo e ao aquecimento global.

Aqui está: “Treason”, é o décimo oitavo álbum da banda, que decola em frenesi total com o refrão de “todos os homens do presidente”… “é hora de colocá-los em nossos versos”.
Em “Wait Till Tomorrow”, vemos a banda afiada com um olhar sobre o tratamento brutal aos refugiados mundo afora.

E sim, para o D.O.A. nunca estaremos perdidos, e a luta tem treta e tem humor punk rock em cada detalhe deste novo álbum. O D.O.A. é uma cusparada barulhenta que se tornou uma das principais referências do gênero, formada em 1987 em Vancouver e tendo percorrido diversos continentes com shows inflamados.

Obviamente, com um álbum chamado Treason, você esperaria algum comentário sobre o Presidente Donald Trump. Então em Men of Action, Joey e os comparsas Paddy Duddy (bateria) e Mike “Corkscrew” Hodsall (baixo) fizeram novas letras de um de seus clássicos de todos os tempos, reformulando “Fucked Up Ronnie”. O resultado é “Fucked Up Donald”, canção com 73 segundos de confusão!

Ao longo do caminho, Treason revira todo sistema corrupto com músicas selvagens. Há também uma versão absolutamente emocionante do colega canadense Neil Young, Hey Hey. My My, onde o D.O.A. adota uma abordagem única que tem angústia e fogo ao mesmo tempo.
Em Treason, o D.O.A. traz um tumulto incontrolável de punk rock que parece cuspir fogo, do jeito que o punk deveria ser.

Escute pelo link:

A HISTÓRIA DE VOLTA

O D.O.A. começou em um turbilhão de controvérsia e revolta. Em 1978, três rapazes recém-saídos do ensino médio dos subúrbios do Canadá ouviram falar da revolução do punk rock.

Em fevereiro de 1978, a banda se formou e começou a tocar, mas eles logo perceberam que não haveria contratos de gravação chegando assim tão cedo.

Joe Keithley, também conhecido como Joey Shithead, que estava trabalhando para ser advogado de direitos civis antes de encontrar o punk rock, concluiu que a banda tinha que adotar a abordagem “Do It Yourself”, muito antes do D.I.Y. tornar-se popular.

Então ele formou uma gravadora chamada “Sudden Death Records”, e a gravadora lançou a primeira faixa de vinil da D.O.A. – “Disco Sucks”, em EP de 7 polegadas.

“Disco Sucks” logo se tornou um sucesso underground e a banda começou a viajar a partir de Vancouver até sua recém-adotada “base” na Califórnia, cinco a seis vezes por ano.

Até que em 1980, Joey Shithead cunhou o termo hardcore, com a banda logo lançando seu marco histórico “Hardcore 81”. O álbum se tornou um sucesso, o movimento hardcore decolou e o D.O.A. empurrou essa expressão para o nosso vernáculo comum.

Nas últimas quatro décadas, o D.O.A. lançou 18 álbuns de estúdio, vendendo mais de um milhão de álbuns e realizando mais de 4.500 shows em cinco continentes diferentes.

Os álbuns, shows e atitudes da banda conquistaram mais de três gerações de fãs e influenciaram artistas como Guns n’ Roses, Green Day, Nirvana, Offspring, Henry Rollins, David Grohl e o Red Hot Chilli Peppers, para citar alguns.

Joe também encontrou tempo para escrever dois livros: “I Shithead: A Life in Punk” e “TALK – ACTION = 0”.

Desde o primeiro dia, o D.O.A. ajudou a organizar centenas de concertos e protestos beneficentes por causas boas e justas, como questões ambientais, alimentares, direitos das mulheres, direitos das nações indígenas, se opondo à guerra, ao racismo e à proliferação de armas, entre outros.