O rock como um reflexo de mudanças socioculturais

Guitarrista da banda de heavy metal Rockstrata em ação. (Rockstrata Official/Foto reproduzida de facebook.com)

Ouvir rock pode provocar fortes respostas emocionais, tanto para quem gosta quanto para quem não gosta. Independente se você é fã ou não, não há como negar os efeitos socioculturais desse gênero musical. É só abrir o Spotify e se deparar com diversas playlists que abrangem as diferentes épocas do rock para entender a grandiosidade da música.

Para muitas pessoas, ouvir rock é o que primeiro lhes molda suas próprias identidades. Os jovens sempre procuraram músicas que tenham significado para eles e os façam distintos da geração de seus pais. É o primeiro passo de um jovem que agora está por conta própria: encontrar um estilo de música com o qual se identifica e procurar outras pessoas com gostos musicais semelhantes para compartilhar suas experiências.

O rock também promove um senso de comunidade. Pessoas que são fãs da mesma música geralmente têm um pool de ideais compartilhadas, tanto em um show quanto na vida cotidiana. Os fãs de música sentem um vínculo que pode até evoluir para influenciar a política, como fizeram os fãs dos anos 60. Aqueles que não são fãs também são afetados – o rock inspirou a formação de vários grupos para discutir a liberdade de expressão e a moralidade ao longo dos anos!

O rock influencia a forma como você se veste. Sim, até a maneira como a sociedade se veste foi, é e vem sendo afetada pelo rock. A maneira como os músicos se portam no palco é espelhada por seus fãs, e a moda transita pelo que é tendência. Tudo, de roupas a penteados, é moldado por esse gênero. Da moda hippie cheia de amor aos moicanos azuis do punk rock, do glamour dos anos 80 ao anti-fashion da flanela grunge, a música sempre teve uma forte influência na aparência das pessoas. Nem preciso citar o Rock In Rio, preciso?
Se extrapolarmos para o coletivo, não é difícil de perceber a influência do rock em pubs, restaurantes e bares. São inúmeros os estabelecimentos que nomeiam os seus principais itens do cardápio com clássicos do tipo Guns N’ Roses, Queen, Led Zeppelin. O lazer também guarda enorme influência da música, e até mesmo há ambientes de apostas personalizados que oferecem jogos diversos – a exemplo do Netbet blackjack – que tanto remontam às épocas de ascensão do rock como disponibilizam jogos temáticos.

Rock’n’Roll Burger, restaurante temático localizado em São Paulo, na Augusta. (Imagem: Reprodução/Aventure-se)

Conclusão
O rock and roll promoveu a auto-expressão e a individualidade mais do que tudo. Durante os anos de guerra, a sociedade era conservadora e hiper-focada na sobrevivência. Mas, graças ao rock and roll, as pessoas foram encorajadas a abraçar a originalidade e a liberdade. Esses valores foram vistos claramente no tipo de programa de televisão que assistiam e até no estilo de dançar.

Elvis Presley. (Foto: Reprodução/Nação da Música)

Ainda, alguns dos ícones musicais mais notáveis começaram suas carreiras na era do rock and roll. Sem o nascimento desse gênero, nunca teríamos ouvido falar de nomes como Elvis Presley, Chuck Berry ou Jerry Lee Lewis. Seja você adepto do folk rock, do punk rock, rock clássico, progressivo,
psicodélico, heavy metal, garage rock, country ou new wave, há razões de sobra para celebrar a música que atravessou gerações e se mantém forte no novo milênio, apesar de tantas mudanças culturais no mundo. O rock não só é um dos estilos de música mais ouvidos no mundo inteiro, como também representa um estilo de vida e uma forma de pensar. Então, aumenta que isso aí é rock and roll!

Por Ricardo Prates