Punk-Metal: conheça os álbuns mais famosos do Motörhead

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Com 22 álbuns lançados em um período de produção ativa entre 1977 até 2015, a banda Motörhead se tornou um dos principais símbolos do gênero heavy metal e punk-metal. Sucesso de vendas e críticas em cinco décadas diferentes, o grupo encabeçado por Lemmy Kilmister e Phil Campbell é praticamente unanimidade na lista das 50 maiores bandas influentes de todos os tempos do Reino Unido. Portanto, em forma de retrospectiva para lembrar um pouco dos grandes sucessos de Motorhead, separamos alguns dos principais álbuns mais famosos da banda.

Ace os Spades (1980)
É difícil mencionar Motörhead sem relembrar um dos maiores clássicos da música britânica: “Ace os Spades”. Álbum que catapultou o grupo para o mainstream global e que tornou Lemmy um dos maiores nomes do heavy metal, o álbum foi um divisor de águas para o futuro de Motorhead.
Com mais de 100 mil vendas no Reino Unido, “Ace os Spades”, além da música homônimo do álbum, também produziu canções que se tornaram marcas de Motorhead, como “Love Me Like a Reptile”, “Fast and Loose”, “The Road Crew”, “The Chase is Better Than the Catch” e tantas outras.
A plataforma AllMusic classifica o álbum “Ace of Spades” como um dos melhores de todos os tempos: “Quando o assunto é metal, é certeza classificado como um dos melhores”. Já Sid Smith, crítico da BBC Music, disse em 2007 que o álbum é o ultimato de Motorhead em vários sentidos
e que é indispensável para quem gosta do gênero metal.
Uma curiosidade interessante é o fato de que o álbum “Ace of Spades” aborda diversos temas, como por exemplo os jogos de cassino, romance, cinema e outros temas. Um exemplo é a música homônima “Ace of Spades”, uma das mais aclamadas da banda, que é a primeira canção do álbum e que aborda uma temática sobre cartas e jogos.
Vale ressaltar também que o álbum “Ace of Spades” inspirou diversas outras bandas, como por exemplo o Clutch, que teve diversas referências do trabalho de Motörhead em alguns de seus hits.

Overkill (1979)
Segundo álbum do Motorhead, “Overkill” segue no padrão curto com apenas 35 minutos de duração com 10 músicas, mas o pouco tempo não é problema para o disco ser colocado no panteão das gravações da banda.
Com um sucesso até certo ponto inesperado, visto que o primeiro álbum não foi estouro de vendas, “Overkill” foi coproduzido pelo lendário produtor Jimmy Miller, que havia previamente trabalhado com bandas como Traffic e Rolling Stones.
Singles como “Overkill” e “No Class” se tornaram uma das músicas mais famosas de Motorhead. Análises de revistas como Classic Rock e Blender classificam este álbum com críticas praticamente perfeitas em avaliação geral.

Bomber (1979)
1979 foi um ano especial para a trajetória de Motorhead. Cerca de quatro meses após o lançamento de “Overkill”, veio “Bomber”, um disco que atingiu o 12º lugar nas paradas de sucesso do Reino Unido.
Segundo álbum do Motorhead produzido por Miller, “Bomber” mais uma vez mostrou presente toda vitalidade da banda com músicas aceleradas e que enalteciam a capacidade vocal de Lemmy.
Em um ano de muita atividade para a banda, “Bomber” manteve o mesmo padrão de qualidade de “Overkill” e deixou o palco montado para “Ace of Spades” (lançado um ano depois) se tornar o maior sucesso de Motorhead.

No Sleep ‘til Hammersmith (1981)

Motörhead sempre foi uma banda elogiada pelas performances ao vivo, quase sempre exaltadas pelo desempenho de Lemmy no vocal. Em 1981, a banda lançou o “No Sleep ‘til Hammersmith”, um álbum referência para o grupo no que tange aos shows ao vivo.
Surfando na onda de três álbuns de muito sucesso em sequência (“Overkill”, “Bomber” e “Ace of Spades”), “No Sleep ‘til Hammersmith” juntou algumas das melhores músicas de Motörhead em um álbum excepcional.
Para este disco, as músicas foram gravadas em uma sequência de shows realizados na Inglaterra entre os anos de 1980 e 1981 — principalmente em cidades como Newcastle e Leeds. Entre as músicas presentes no álbum, estão hinos do Motorhead, como “Ace of Spades”, “Overkill”, “Bomber”, “No Class” e várias outras. A plataforma AllMusic classifica esse disco ao vivo com 4,5/5 em nota. Já o livro Spin Alternative Record Guide dá avaliação perfeita (10/10).