Missão Lunar aborda melancolia e experimentalismo em álbum de estreia

foto por Mayra Silveira

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Experimentalismo, melancolia e intimismo. É dessa forma que o Missão Lunar acaba de lançar seu álbum auto-intitulado. O disco conta com 11 faixas e trata-se de um registro orgânico com letras sobre lamentação e empatia. Assim, “Missão Lunar” já está disponível em todas as plataformas de streaming pelo link: https://bit.ly/missaolunarstreaming.
Com produção de Heitor Vallim, o disco foi gravado entre outubro e novembro de 2019 no Red Studio, em Santos (SP). Todas as faixas foram gravadas no formato “ao vivo”, obtendo apenas adições posteriores de sintetizadores e guitarras adicionais. A arte da capa é uma obra de Mayra Silveira.
O multi-instrumentista responsável pelo projeto, Lucas Reis, frisa que o álbum é inspirado na simbologia da lua. Para ele, “Isso ocorre de forma metafórica, à medida que as composições se colocam à procura de um vão de claridade e pureza em períodos obscuros”, frisou.
O músico ainda ressalta a inspiração em nomes como Daniel Johnston, Nick Cave, Ludovic e Leonard Cohen em prol do pessimismo lírico. “São artistas que expressam muita negatividade através de suas letras. Eles me inspiraram porque tento mostrar que o sofrimento é um estágio comum. Todos enfrentam isso em algum momento da vida. Por isso, minhas faixas trilham um caminho entre a lamentação e a empatia”.
O disco “Missão Solar” e a banda de mesmo nome correspondem ao primeiro projeto solo de Lucas Reis, fundado no início de 2019. Na obra, o artista gravou voz, guitarras e sintetizadores para o projeto. A exceção dá-se somente na faixa Cavalos Marinhos, que conta com a participação especial de Heitor Vallim nas linhas adicionais de guitarra.