Confira EP de estreia d’Os Bastardo Maldito, projeto do pessoal do Devilish

foto por Tharine Brum

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Release por Marcos Kligman: O primeiro EP de O Bastardo Maldito foi feito no confinamento desta praga e em bom português. O álbum é fruto de duas semanas de trampos pela internet do guita Paulo Ratk e do batera Éder Chapolla, com co-produção de Caíque Fermentão e master de Alexandre Capileh. Apesar da distância física, a sonoridade fechadinha mostra que a sintonia e a química da dupla funcionaram, como vocês verão no som.
Este é um disco feito no zeitgeist de incerteza, angústia e paranoia que a gente está passando, então jogue fora seus ouvidos de 2019, este é um disco urgente, pra ouvir agora, já. O som é grave, de guita suja, bateria agressiva e pesada, mas a melodia e a letra estão fáceis pra qualquer um entender, porque cada grito é um alarme, tem que ser pra todos, pra abrir os olhos, nem que seja com navalha. Se Chaplin dizia em 1936 que “vós não sois máquinas, homens é que sois”, em 2020 Paulo Ratk tá pedindo pro povo não ser gado, mas gente.
A capa é assinada pelo premiado artista plástico Rodrigo Pecci, e traz em seus traços o momento
sombrio da contemporaneidade, algo como um cenário expressionista com os riscos de agressividade e angústia que as águas-fortes oferecem. A gente fica ouvindo o EP e tentando absorver a gravura. Tá tudo completo, a imersão é garantida, mas depois dela, é tema de casa
sacudir algumas pessoas ainda hipnotizadas por discursos fascistas mundo afora.
Ouça o disco abaixo: