Review e fotos: The Toasters comemora 40 anos de carreira no Sesc Santos (12/03/2020)

Texto e Fotos por Wladimyr Cruz

No dia em que cancelamentos de eventos e shows por conta do Corona Vírus foram a pauta, um bom público não se intimidou e resolveu ir dançar perante um dos nomes mais festejados do ska 3rd wave.
Robert “Bucket” Hingley e seus recrutas estão na ativa desde o ínicio dos anos 1980, e possuem uma relação estreita com o Brasil, visitando estes lados desde o auge de sua popularidade nos anos 1990, tendo inclusive discos lançados por aqui, bem como um álbum ao vivo gravado em Sâo Paulo. Pra completar, a encarnação atual do grupo estreita ainda mais essa relação, trazendo Rodrigo Cerqueira (ex-Firebug, ex-Skuba) na bateria.
Com tudo isso na bagagem, o Toasters veio comemorar seus 40 anos de carreira e jogou em casa. O público se por um lado não conhecia boa parte do repertório do grupo, compensou com empolgação, animados dançando todo o set-list que durou por volta de uma hora.
Abrindo com “Dog Eat Dog”, faixa do disco “Enemy Of The System”, o show foi crescendo conforme o set avançava. Em “Weekend In L.A.”, um dos hits do conjunto, a platéia já havia virado uma grande pista de dança em todos os formatos.
O ska tem disso, é um estilo que envolve e agrada, colocando até os costumazes ‘curiosos de show do SESC’ – público frequentador das unidades que sempre recheia os shows mesmo quee não conhece o artista em questão – para dançar e curtir a animação que pairava no ar.
Com naipe de metais afiado e uma banda redonda, as canções soaram perfeitamente, mesmo sem um teclado de acompanhamento. O quinteto em cena se basta e soa no ponto certo.
Fechando o show, Robert Bucket dedicou a próxima faixa a todos os governantes de seu e do nosso país. Veio “Don’t Let The Bastards Grind You Down”, canção do grupo que ficou ultra popular no Brasil por abrir o cd coletânea “Mestre Do Ska”, lançada encartada gratuitamente na revista Bizz em 1997. Já o bis trouxe a dobradinha “2 Tone Army” e “I Wasn’t Going To Call You Anyway”, ambas do disco “Hard Band For Dead”, de 1996.
“Obrigado a todos, agora vamos tomar uma cerveja ali no bar”, finalizou o vocalista, mostrando que não há vírus que atrapalhe o calor humano e a proximidade entre as pessoas onde a música e a dança são as pautas em voga.