Inesperados, Index, Neoroze, Instinto, Fetus Humanóides, Oldbus e Sally's Home 25/04/2009 - Hall Rock Bar - Jundiaí/SP
Tarde na acolhedora Jundiaí, no interior de São Paulo, e muito rock na bagagem. Chegando ao pico, o melhor dos climas de underground. Bom público, interagindo, numa casa pequena com palco, mas tudo no devido lugar e bem ajustado.
Quando cheguei as bandas Sallys Home e Oldbus já haviam se apresentado. Pelo que ouvi dos presentes ambas mandaram bem o recado e fizeram sua parte, seja via covers ou músicas próprias.
A primeira banda que assisti foi o Instinto. O quinteto demonstrou qualidade com um hardcore melódico de músicas próprias. Detalhe foram os efeitos de guitarra nos pedais, inclusive com solos com wha wha. Bons backings vocals recheavam o som.
Na sequência vieram os divertidos rapazes de Itu, da banda Neoroze. No melhor estilo Planet Hemp, a banda levou a casa abaixo. Com três vocais se revezando nos versos de hip hop e rock pesado a apresentação levou a galera a bater-cabeça e agitar sem parar. Agradecendo a galera e chamando para cantar os refrões juntos, a rapaziada fez os presentes cantarem até uma parte como "quem com ferro fere, com ferro vai se f***". Belo show.
Direto do ABC, o Index foi a próxima banda a subir ao palco. Com boa presença de palco e hardcore de qualidade, o quinteto mesclou músicas de seus dois trabalhos, "Aposta" e "Por Nós" durante o repertório. O público reconheceu o potencial da banda e apoiou. Destaque para a última música "Seus Planos" que levantou a galera.
Os 'donos' do evento eram os próximos a mostrar seu trabalho. O Inesperados, de Itupeva, se fixam no som do NOFX e fazem da melhor maneira possível. Com diversos sons próprios a banda reuniu a galera em volta do palco e fez o calor e o suor da parada aumentar. A velocidade e precisão do batera Bruno dá um toque a mais. O baixista, Napão, teve devidos problemas com sua bermuda e tocou quase todo show de cueca (e bebâdo), o que animou ainda mais a festa.
Para fechar a noite, o Fetus Humanoides destilou hardcore pesado e berrado, e com UMA baterista. Diversas rodas foram armadas e a energia distribuídas em socos e agitação. Com letras sobre o dia a dia e revolta social, o grupo não teve dificuldades para chamar a atenção. Boa execução musical e presença de palco.
Terminadas as apresentações e algumas cervejas a mais, nos restava olhar para o céu e ver milhares de estrelas, bem diferente do céu paulistano.
Texto e Fotos: Guilherme Menezes
Imagens deste show:
|