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RESENHA DE SHOWS

Tim Festival 2006 - Beastie Boys, Yeah Yeah Yeahs, Patti Smith e Dj Shadow
30/10/2006 - Pedreira Paulo Leminski - Curitiba/PR

Em versão condensada, o Tim Festival finalmente chegou à Curitiba, e pelo jeito, pela primeira e última vez.
Havia uma boataria forte de que a venda de ingressos estava fraca, o que se confirmou no dia do show, quando começaram a ser distribuidos um sem fim de ingressos para pessoas aleatóriamente, sorteios e brindes pelos quatro cantos da cidade. Na porta do show, cambistas desesperados tentavam se livrar de seus ingressos, o qual estava na faixa de 20 reais (lembrando que o valor integral nos pontos de venda era de 80 reais).
Com uma chuva insistente, incorporei Hunter Thompson mais uma vez (quem sabe a última em festivais?! Tomara!) e encarei a linda pedreira Paulo Leminski.
Num ambiente ainda vazio quem se apresentava era um tal de Dj Shadow. Confesso que nunca tinha ouvido falar sobre o figura, mesmo ele tendo mais de 10 anos de carreira como DJ e produtor. Com uma sonoridade eletrônica (por vezes pendendo ao hip-hop - criando assim o Trip-Hop, estilo que ele ajudou a criar) o DJ fez um set de uma hora, esquentando alguns e causando sono na maioria. Segundo apurei, o disc-jóquei tocou principalmente músicas dos discos "Endtroducing" e "The Private Press".
Enquanto o DJ pirava com seus loops e suas projeções de PSone no telão, comecei a analisar em minha volta, e me vi perdido numa torre de babel bizarra. O público que chegava na Pedreira era o mais variado e desinformado possível (talvez pela farta distribuição de ingressos). Vale citar também a grande variedade de clones da Karen O. (YYY) que habitavam o local, um sem fim de indies (ou emos crescidos?) com cabelos "descolados" e camisas listradas, desfilando pelo local como se estivesse em alguma baladinha hype da vida. Nojo. Ok, próxima.
Após um breve intervalo (sensacional a velocidade da troca de palcos!), Patti Smith, uma das maiores mulheres do rock assume o palco.
Com seu jeitão meio hippie, meio punk, a mulher fez um set que começou mais intimista e foi criando forma, mostrando o poderio de sua voz e poesia, fechando com o clássico "Gloria", que inclusive fez bastante (ou mais) sucesso na boca de Jim Morrison. Uma das curiosidades do show dela talvez seja esse, os pontos altos do show foram quando ela tocou músicas que ficaram famosas via re-gravações, caso de "Rock n' Roll Nigger" com Marilyn Manson e "Because The Night" com o 10.000 Maniacs. Ainda no quesito 'covers', no meio do set, Patti fez uma versão de "Gimme Shelter" dos Rolling Stones.
Show honesto, direto, bem moldado para um festival de grande porte, agradou e passou sem maiores problemas pelo público. Além de ser ponto alto para o curriculum de show dos presentes, afinal, Smith apresentou há pouco o mesmo (?) show na última noite do CBGB.
A chuva deu uma afinada, ainda bem, e era a vez do hype Yeah yeah Yeahs.
O conjunto capitaneado pela espivitada Karen O fez um show para fãs basicamente, tocando vários hits das pistas e do i-pod dos modernos como: "Gold Lion" (que abriu o show), 'Maps" (talvez o maior hit do grupo), "Miles Away", "Cheated Hearts", "Date With The Night" entre outras. Ficou claro que boa parte do público estava ali por eles, seja pelo show, ou mesmo para ver e ser visto. O show-balada durou pouco mais de uma hora e o grupo saiu do palco ovacionado pelos seguidores cegos da NME.
Mais uma troca de palco rápida e o fim permanente da chuva, tudo pronto para os Beastie Boys.
Sem delongas, Mix Master Mike tomou o centro do palco e começou a dar um show de scratches e loops em cima de "Tom Sawyer" do Rush, para que em seguida Michael Diamond (Mike D), Adam Yauch (MCA) e Adam Horovitz (Ad-Rock) tomassem o palco e desse o kick inicial da festa com "Triple Trouble" e "Shake Your Rump".
O trio, todo vestido de traje social, não parece ter 40 anos, mas ainda 18, correndo e pulando sem parar, com um senso de humor perspicaz e o timbre de voz igualzinho ao gravado em cd. Aliás, tudo no palco soava igual ao cd, a não ser quando Mix Master Mike resolvia fazer novas (e ótimas) bases na segunda metade de algumas músicas. Maravilhoso.
Os clássicos começaram logo a aparecer, e o primeiro deles foi logo a terceira música, "Sure Shot". A maioria dos presentes (sim, o local ainda estava infestado de curiosos e perdidos) pulou como não fazia há anos, e se deliciou ne sequência seguinte: "Pass The Mic", "Root Down" e "Alright Hear This".
Desenterrando e surpreendendo a todos, tivemos o hino "No Sleep 'till Brooklin", versão clássica que os Bboys fizeram de "No Sleep 'Til Belfast" do Stiff Little Fingers. Auge punk da noite? Não, ainda tinha mais pro final.
"What Time is it?" eles perguntaram, "It's Time To Get ill!" bradamos todos em plenos pulmões, a festa estava ficando completa.
No meio dessa esbórnia músical, o trio nova-iorquino ainda teve tempo de levar um bolo ao palco e cantar parabéns ao aniversarianete da noite, Sr. Ad-Rock completando seus 40 anos de vida.
"New Style", "Skills To Pay The Bills", "Brass Monkey" e "Flute Loop" fizeram a cama pra sequência final clássica e destruidora: "Ch-Ch-Check It Out", "3 Mcs And 1 DJ"", "Body Movin" e "So Wathca Want". Poucas bandas tem a moral e a força comercial para fazer uma sequência tão grande de hits. Histórico.
Após aquela saidinha cliché, a "banda" volta ao palco para o bis, e tome-lhe "Intergalactic", mas o show ainda não estava completo... Bateria, baixo e guitarra foram colocados no palco, os BBoys estavam prontos para destruir tudo de vez. "Gratitude" veio climática, mas ainda sim barulhenta, e abriu caminho para o final apoteótico com "Sabotage". A música tocava, a massa pulava e eu lembrava quantos vezes vi aquele maravilhoso video-clipe, quantas vezes vi videos deles ao vivo em Tibetan Freedom, Lollapalooza etc, e agora, anos depois de ter perdido a primeira visita dos caras no Brasil, finalmente estava realizando mais um sonho.
É Fat Mike, acho que os três "moleques" judeus chutaram sua bunda no quesito "melhor show do ano".


Wladimyr Cruz


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